Notícias
03/11/2008-Venda de material de construção sobe 34%

A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) revisou para cima, pela terceira vez no ano, a previsão de crescimento em 2008. Depois de crescer 15% em 2007, o setor entrou neste ano projetando alta de 12%. Os bons resultados do primeiro trimestre ampliaram o cálculo para 15% de alta em 2008, em julho revisou para 18% e, na última sexta-feira, após o fechamento de setembro, o percentual esperado de alta subiu para 23%, o que significa vendas de R$ 96 bilhões.
No período de janeiro a setembro, as vendas acumularam R$ 76,5 bilhões, alta de 34,8% sobre mesmo período do ano passado. Apenas no mês de setembro, a receita foi de R$ 10,4 bilhões, 4,3% mais que agosto e 52,9% acima que o mesmo mês de 2007.
"Essa revisão já era esperada antes das crise, pelo forte desempenho que vínhamos tendo até então", disse o presidente da Abramat, Melvyn Fox. "No curto prazo, até início de 2009, a influência da crise será muito pouca. Todas as obras que estão em andamento vão manter o mesmo nível de consumo."

Desaceleração
A partir de 2009, no entanto, Fox já conta com uma desaceleração no consumo, e, dessa vez, a expectativa de crescimento do setor foi cortada praticamente à metade. "Antes estávamos trabalhando com uma previsão de 12% para 2009, e, nesse momento, reduzimos para uma margem entre 6% e 8%", disse o executivo. "Fizemos essa revisão em função do PIB, que o governo já vem assinalando com uma redução. A nova previsão se baseia em um crescimento de 3% a 3,5% da economia do País", disse o presidente da Abramat.
Levantamento feito pela Abramat com seus associados indicou uma queda acentuada nas expectativas do setor em relação a ações do governo para o desenvolvimento do País. Em setembro, 74% das empresas entrevistadas se diziam otimistas . Em outubro, esse número caiu para 57% - abaixo dos 60% pela primeira vez em 12 meses. As empresas que se declaram pessimistas ficaram em 4%, nível que havia se mantido em 0% de outubro 2007 até agosto passado, e a indiferença subiu de 23%, em setembro, para 39% em outubro.
"Já é um reflexo inicial das incertezas quanto à crise internacional. A primeira reação é se ter expectativas mais pessimistas em relação ao governo", analisou Melvyn Fox. O executivo chama a atenção, no entanto, ao fato de o nível de otimismo em relação ao setor e aos investimentos ter se mantido alto. Em outubro, 73% das empresas consultadas responderam ter expectativas boas ou muito boas quanto ao mercado interno, e 61% delas afirmou ter previsão de investimentos pelos próximos 12 meses - o que mostra aumento em relação ao período de maio a julho, quando 55% das companhias tinha planos de investimento.
"Ainda não dá para saber quais serão os reflexos, mas os investimentos a princípio se mantêm. A demanda ainda está alta e há a necessidade de as indústrias continuarem produzindo", disse Fox.
Uma pesquisa da entidade revelou que em outubro a utilização da capacidade instalada chegou a média de 88%. "É o nível mais alto que já tivemos".

Fonte: Gazeta Mercantil (www.gazetamercantil.com.br)




Confira outras notícias:


12/05/2009 - Mudança na poupança pode ser anunciada nesta quarta

08/01/2009 - BB nega negociação para compra do Banco Votorantim

31/10/2008 - Mantega antecipa anúncio de R$ 3 bi para construção civil

  Rua Dr Pedro Zimmermann, 173 - Salto Norte - Blumenau / SC | Fone: (47) 3338-0089 By Vale da Web